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A servidora Ana Cláudia Nunes de Oliveira, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), conquistou o segundo lugar do Prêmio P&D de Design 2026. O reconhecimento foi concedido por uma pesquisa voltada ao apoio de estudantes universitários com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O trabalho é resultado do mestrado profissional cursado na CESAR School, escola de inovação do Recife. Segundo o TRF5, dois anos de estudos levaram à criação da CESTA, uma plataforma colaborativa de compartilhamento de informações e conhecimentos.

Ana Cláudia atua na Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) do TRF5, como supervisora da área de acessibilidade e usabilidade. A notícia foi atualizada pelo Tribunal em 19 de outubro de 2026.

Prêmio P&D de Design 2026

Selecionada entre mais de 1.700 trabalhos de instituições públicas e particulares, a pesquisa reúne temas de design, educação e acessibilidade. O reconhecimento e a proposta da CESTA são os principais aspectos abordados pelo TRF5.

CESTA propõe colaboração entre docentes e estudantes com TEA

A plataforma foi concebida como um repositório de conteúdos educacionais e um espaço de conexão entre docentes e estudantes universitários com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Chamada Comunidade de Ensino-Aprendizagem para Suporte de Transformação e Autonomia (CESTA), ela reúne recursos multimídia para compartilhamento de informações e conhecimentos.

A proposta considera desafios que podem afetar a experiência acadêmica de estudantes com TEA, como sobrecarga sensorial, dificuldades de interação social e barreiras pedagógicas. Para tratar dessas questões, a CESTA prevê espaços de interação, recursos de acessibilidade e possibilidades de personalização.



Na dissertação, intitulada “Nada sobre nós sem nós: um estudo sobre a criação de diretrizes para a CESTA, um repositório de conhecimento colaborativo e cooperativo entre docentes do ensino superior e discentes TEA na CESAR School”, Ana Cláudia aborda a construção de diretrizes para o repositório. A pesquisa aproxima docentes do ensino superior e estudantes com TEA na criação de uma ferramenta de aprendizagem colaborativa.

Supervisora de acessibilidade e usabilidade na Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), Ana Cláudia defende que os usuários sejam incluídos no desenvolvimento dos produtos. Segundo ela, a análise precisa considerar diferentes perspectivas, especialmente as das pessoas que utilizarão a solução, e não se limitar a um único ponto de vista tecnológico.

Pesquisa de Ana Cláudia recebe reconhecimento nacional em Design

Ana Cláudia relacionou a realização de sua trajetória acadêmica ao apoio recebido do TRF5. Ela afirmou que os incentivos do Tribunal permitiram cursar pós-graduações e concluir o mestrado profissional, etapa que, segundo a servidora, tornou possível seguir uma carreira acadêmica desejada.

A supervisora da Seção de Aquisições e Contratos da DTI, Jaydeth Aquino, elogiou o empenho de Ana Cláudia e seus conhecimentos em acessibilidade e inclusão. Aquino descreveu a colega como estudiosa e incansável ao comentar o reconhecimento recebido pela pesquisa.

Formada em Ciência da Computação, Ana Cláudia tem pós-graduação em Design Informacional pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Design Instrucional pela Universidade de Itajubá, em Minas Gerais, e em Informática Educacional pela Faculdade Frassinetti do Recife (FAFIRE). Ela também é doutoranda em Engenharia de Software pela CESAR School.

O Prêmio P&D de Design reconhece a produção científica em Design realizada em programas brasileiros de pós-graduação. Na edição de 2026, foram consideradas teses de doutorado e dissertações de mestrado, tanto acadêmicas quanto profissionais, defendidas em 2024 e 2025.



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