Uma cachoeira de 10 metros despenca dentro de uma rocha em forma de gruta e marca onde nasce o Rio das Velhas, a 10 minutos da portaria de um parque na cidade histórica mineira

A Cachoeira das Andorinhas, em Ouro Preto, cai por cerca de 10 metros dentro de uma formação rochosa que lembra uma gruta. O local marca o início do Rio das Velhas, no Parque Natural Municipal das Andorinhas.

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ouro Preto, o Rio das Velhas é o maior afluente do Rio São Francisco. A queda fica em uma área cercada por montanhas, distante das ladeiras do centro histórico.

Andorinhões fazem ninhos nas cavidades da gruta, de acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A presença mais intensa das aves é associada pela ficha turística municipal à primavera e ao verão.

Cachoeira das Andorinhas

O parque reúne a nascente, poços, outras cachoeiras e mirantes, com trilhas de diferentes níveis de dificuldade. O passeio também permite conhecer paisagens naturais ligadas à história de Ouro Preto.

A cachoeira que marca a nascente do Rio das Velhas

O percurso entre a portaria do Parque Natural Municipal das Andorinhas e a cachoeira tem cerca de 550 metros e leva aproximadamente 10 minutos. A entrada no parque é gratuita, segundo as informações turísticas municipais.

O caminho passa por uma trilha de pedras e é sinalizado por cores, com setas pintadas no chão ou em galhos. Conforme o guia oficial do Parque das Andorinhas, o trajeto até a queda principal segue as marcações amarelas.

Em 2022, a descida para a área de banho deixou de depender de uma escada de mão: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável instalou escadas metálicas antiderrapantes e guarda-corpos. A mudança facilita a circulação, mas o acesso não atende a todos os visitantes, e as pedras molhadas exigem atenção.

Trilhas, poços e mirantes no Parque das Andorinhas

O Poço das Crianças fica a cerca de 170 metros da entrada, próximo à área de churrasqueiras, e tem aproximadamente 1 metro de profundidade. Já o Poço do Baú, a 690 metros da portaria por uma trilha fácil, tem águas calmas com cerca de 1,5 metro de profundidade e um gramado plano ao lado.



O Poço da Folhinha é um grande poço com aparência de lago, cercado por vegetação de folhas miúdas; para chegar, são 2.450 metros de trilha classificada como muito difícil, percurso estimado em 50 minutos. A Cachoeira dos Pelados, por sua vez, tem queda de aproximadamente 5 metros e fica a 600 metros da entrada, por um caminho difícil.

Na Cachoeira Véu das Noivas, duas quedas somam cerca de 50 metros, e a chegada à base envolve uma trilha fechada e muito íngreme a partir do topo. A Pedra do Jacaré está a 525 metros por trilha fácil: é uma rocha esbranquiçada que lembra a cabeça do animal, com serras e mata ao fundo.

O Mirante do Vermelhão é o ponto mais alto do parque, a aproximadamente 1.400 metros de altitude, e tem dois pontos de observação em uma antiga cava de bauxita. O acesso fica ao fim de uma subida muito difícil de 2,8 quilômetros; as distâncias dos atrativos correspondem a percursos individuais, não a uma rota única, e os guarda-parques orientam sobre as condições das trilhas e do banho.

A natureza do parque entre a história e o clima de Ouro Preto

A história de Ouro Preto também se relaciona às referências naturais da região. Segundo a Prefeitura de Ouro Preto, uma expedição de bandeirantes paulistas chefiada por Antônio Dias acampou, em 1698, à beira de um córrego e usou o Pico do Itacolomi como referência na busca por ouro.

A antiga Vila Rica passou a se chamar Ouro Preto em 20 de maio de 1823, quando foi elevada à condição de cidade. O nome faz referência ao ouro escuro recoberto por uma camada de óxido de ferro; em 1980, Ouro Preto foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

No Parque das Andorinhas, fogueiras são proibidas e o visitante deve levar consigo todo o resíduo produzido, inclusive cascas de frutas. Essas regras são informadas para a visita à área natural e se aplicam aos passeios por suas trilhas e atrativos.

A climatologia de 30 anos consultada para Ouro Preto indica verão de dezembro a fevereiro, com temperaturas entre 17°C e 26°C; dezembro tem média de 370 mm de chuva. No outono, de março a maio, a faixa é de 13°C a 25°C e a precipitação cai de 243 mm em março para 55 mm em maio; no inverno, de junho a agosto, as temperaturas ficam entre 11°C e 22°C e a chuva mensal média é inferior a 30 mm. Na primavera, de setembro a novembro, a faixa vai de 14°C a 24°C, com chuva passando de 92 mm em setembro para 313 mm em novembro; julho registra média de 15 mm e mínimas próximas de 11°C.



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