A reciclagem em Itabira ganhou reforço com a ampliação da estrutura da Associação dos Catadores de Recicláveis e Materiais Reaproveitáveis de Itabira (ASCAMARITA), apoiada pelo Projeto Reciclo Agora, da Vale. A iniciativa busca fortalecer o trabalho dos catadores e a geração de renda.
Criada em 2009 para organizar o trabalho dos catadores no município, a ASCAMARITA reúne famílias que têm na associação sua principal fonte de renda. A entidade recebe materiais de empresas parceiras, da Prefeitura de Itabira e de moradores.
Entre os trabalhadores está Rita Simões, de 63 anos, que atua há dois anos na associação. Ela conta que a reciclagem também influenciou a separação de resíduos em sua casa e o aprendizado de suas netas.

As informações divulgadas em 16 de outubro de 2026 abordam a infraestrutura da unidade e os efeitos sociais e ambientais da atividade. A associação também planeja instalar um pátio de compostagem para receber resíduos e produzir composto orgânico.
Estrutura da ASCAMARITA e rotina de trabalho dos catadores
Ao assumir a presidência da ASCAMARITA, Evandro Santos, de 38 anos, encontrou a associação em um espaço alugado, com chão batido e condições improvisadas de trabalho. A estrutura limitada contrastava com as necessidades de recebimento e organização dos recicláveis.
Com apoio do Projeto Reciclo Agora, a entidade passou a operar em um galpão estruturado, instalado em uma área de aproximadamente 5 mil metros quadrados. O espaço oferece condições para receber, separar e armazenar os materiais destinados à reciclagem em Itabira.
Na unidade, os catadores fazem a triagem dos resíduos, separam os materiais, prensam os itens e os mantêm armazenados até a comercialização. Esse fluxo organiza as etapas de trabalho realizadas pela associação antes da venda dos recicláveis.
Geração de renda, educação ambiental e projeto de compostagem
A ASCAMARITA processa entre 15 e 20 toneladas de materiais recicláveis por mês, e seis famílias têm na associação sua principal fonte de renda. Evandro Santos afirma que, atualmente, basicamente todos os associados vivem do trabalho realizado pela entidade.
Para Rita Simões, a atividade também representa uma fonte de renda e, como ela descreve, “uma fisioterapia para a mente”. O relato associa o trabalho na reciclagem a mudanças em sua vida, além dos hábitos de separação de resíduos que ela já compartilha com a família.
Entre os projetos em desenvolvimento está a implantação de um pátio de compostagem, com capacidade inicial para receber cerca de 100 toneladas de resíduos por mês. A previsão informada pela associação é produzir aproximadamente 35 toneladas de composto orgânico.
De acordo com Daniel Vezzaro, especialista em Tecnologia Social da Vale, o Projeto Reciclo Agora busca fortalecer associações de catadores em Minas Gerais com investimentos em infraestrutura, qualificação técnica, acesso à tecnologia e novas conexões. Vezzaro também afirma que a iniciativa pretende reduzir o envio de resíduos para aterros e gerar valor compartilhado com as comunidades; em Itabira, ele relaciona esse propósito à cidade onde a Vale nasceu e à comunidade que faz parte da história da empresa.


