Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais abriu uma investigação para apurar o envio de mensagens ameaçadoras e de discurso de ódio em um grupo de WhatsApp composto por alunos do IFMG Ouro Preto. O grupo, denominado “IFMG com Flávio Bolsonaro”, foi alvo de denúncias feitas pela própria instituição. Segundo a direção do IFMG, os participantes do grupo estariam utilizando linguagem violenta e incitando agressões, principalmente contra colegas e professores com visões políticas diferentes.
No boletim de ocorrência apresentado, constam detalhes de uma enquete realizada no grupo, onde foram sugeridas diferentes formas de agressões a apoiadores do presidente Lula. Esse ambiente virtual, conforme descrito, foi marcado por expressões de ódio e ameaças que ultrapassam os limites da convivência institucional.
Denúncia ao Ministério da Justiça
Além de acionar a Polícia Civil, o IFMG Ouro Preto também comunicou o ocorrido à Polícia Federal, buscando que as autoridades competentes tomem medidas adequadas diante da situação. O instituto afirmou que todos os alunos que foram identificados no grupo “IFMG com Flávio Bolsonaro” serão convocados para prestar esclarecimentos e estarão sujeitos a responder pelos atos cometidos.

Em nota, o IFMG enfatizou a urgência de uma postura de respeito e responsabilidade por parte de toda a comunidade acadêmica, afirmando que “qualquer pessoa que se sinta ameaçada ou que tenha sido afetada pelos incidentes deve procurar as autoridades competentes”. Essa declaração sublinha a preocupação do instituto com a promoção de um ambiente seguro e respeitoso para todos os seus alunos.
Conteúdos ofensivos no grupo
Prints de conversas do grupo revelaram conteúdos alarmantes, incluindo imagens de armas e mensagens com conotações violentas como “cura para LGBT”. Esses elementos não apenas alimentam um ambiente tóxico, mas também levantam questões graves em relação à segurança e ao bem-estar de todos os estudantes, especialmente aqueles que não compartilham das mesmas crenças políticas dos integrantes do grupo.
A situação também reacendeu debates sobre a necessidade de mecanismos de monitoramento e intervenção nas interações online entre estudantes, de modo a evitar que discursos de ódio e ameaças se tornem normais em ambientes educacionais. Manter a integridade e a segurança dos alunos deve ser uma prioridade para instituições de ensino como o IFMG Ouro Preto, que agora tenta agir rapidamente para conter e resolver os problemas originados nesse grupo.


