Mudanças na Negociação de Imóveis em MG
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) recentemente aprovou um projeto de lei que permite a negociação de 191 imóveis como uma estratégia para saldar a dívida do estado com a União. Dentre os imóveis listados estão importantes locais como o Expominas, o Automóvel Clube e o Minascentro. A ideia é que os recursos gerados pela venda dessas propriedades sejam utilizados para ajudar a reduzir o monumental débito de cerca de R$ 185,8 bilhões que Minas Gerais deve à União.
A Proposta de Lei e Seus Efeitos
O projeto de lei, proposto pelo ex-governador Romeu Zema (Novo), recebeu apoio significativo, sendo aprovado com 44 votos a favor e apenas 5 contra. O texto permite que, uma vez aprovada a autorização, os imóveis em questão possam ser federalizados ou vendidos, trazendo assim uma nova abordagem para a gestão de ativos do estado e potencialmente aliviando sua situação fiscal.
Como a Federalização Pode Auxiliar o Estado
Com a federalização ou venda das propriedades, espera-se que Minas Gerais tenha acesso a recursos financeiros que poderão ser investidos na quitação de sua dívida, além de permitir uma gestão mais eficiente dos bens públicos. Essa medida é estratégica, já que possibilita ao estado uma saída viável para enfrentar as dificuldades financeiras atuais.

O Processo de Sanção do Governador
Após a aprovação na ALMG, o próximo passo é a aprovação final e a sanção pelo governador Mateus Simões (PSD). Este passo é crucial, pois sem a sanção, o projeto não poderá se tornar lei. Simões assume a gestão em um momento delicado, sucedendo Zema, que deixou o cargo para se candidatar à presidência em 2026.
Leilão ou Venda Direta: O Que Esperar?
Uma vez que o projeto se torne lei, o governo federal terá prioridade na negociação e compra dos imóveis diretamente do estado. Caso não haja interesse por parte da União, os imóveis poderão ser leiloados. Se a venda por leilão não conseguir atrair interessados, o estado terá a opção de oferecer descontos substanciais de até 25%. Além disso, se duas tentativas de leilão falharem, os imóveis poderão ser vendidos diretamente, utilizando intermediários como corretores para facilitar a transação.
Impactos da Dívida com a União
A dívida de Minas Gerais com a União, que totaliza R$ 185,8 bilhões, é resultado de um histórico de gestão financeira e do uso do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que foi criado em 2017 para ajudar estados em dificuldades. Contudo, com a nova lei sancionada em 2025, que introduziu o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o estado teve a oportunidade de reestruturar essa dívida com mais flexibilidade.
Imóveis Retirados da Lista Inicial
No início, a lista de imóveis enviada pelo governo à ALMG apresentava 343 propriedades. Contudo, atendendo aos apelos de deputados tanto da oposição quanto da base do governo, essa lista foi reduzida. Imóveis significativos, como a Cidade Administrativa e o Palácio das Artes, foram retirados para assegurar que ativos chave para a administração e cultura do estado permanecessem sob controle público.
Oportunidades em Aeroportos e Espaços Culturais
O projeto permite a federalização ou venda de 190 imóveis, que incluem não apenas grandes edifícios culturais como o Espaço do Conhecimento UFMG e do Mercado Livre do Produtor, mas também aeroportos. A transação desses espaços pode gerar também um efeito positivo no setor econômico local, estimulando investimentos.
Relação Entre Imóveis e Pagamento de Dívidas
A venda ou federalização dos imóveis é vista como uma alternativa prática e imediata para facilitar o pagamento das dívidas do estado. A expectativa é que a arrecadação proveniente dessas transações possa ser revertida em ações que tragam benefícios diretos à população mineira, como melhorias em infraestrutura e nos serviços públicos.
Expectativas para o Futuro do Mercado Imobiliário
Com a nova legislação e a possibilidade de negociação dos imóveis, a expectativa é que o mercado imobiliário em Minas Gerais possa passar por um período de revitalização. A oportunidade de negociação que os novos projetos oferecem pode atrair investidores, melhorar a imagem do estado no cenário nacional e internacional e contribuir para a recuperação econômica local.


